Que Deus me perdoe, mas não é de seu dedo, nem Dele, que vou
falar. Falo de outros, deus e dedo, ou melhor, de LULA e de
seu mindinho.
Quando olho para a mão esquerda do "Mentira" (apelido
carinhoooso dado a Lula pelos seus colegas metalúrgicos, nos
velhos tempos), não posso deixar de pensar: como será que ele
conseguiu cortar com tanta perfeição, bem na junta da mão
esquerda (a direita ele livrou, pois, não é canhoto, nem
besta), deixando perfeitos os outros quatro?
Vamos lá, tentem imaginar, vocês, destros, como se fossem
metalúrgicos, lidando com uma maquina de corte, ou com qualquer
outra máquina que puxe ou esmague.
Em primeiro lugar, sendo destros, dificilmente, a mão que
voces mais usariam perto da linha de corte ou de prensa, não
seria a direita. A probabilidade do dedo perdido ser na
mão direita é muito maior. E, vocês não seriam tão estúpidos,
como um português de piada que, ao sentir que perderiam o dedo
da mão direita na máquina, tirariam rápido o infeliz
e colocariam o esquerdo, em seu lugar.
Por outro lado, o dedo mindinho da mão esquerda, para quem não é
canhoto, é usado, no máximo, para tirar bustela, ou cera do ouvido
esquerdo ou, ainda, quando muito, para ajudar a limpar o cu.
Lembro de um fato bastante conhecido e comentado (meu
finado pai tinha um amigo que assim procedeu) cometido por vários
rapazes, no tempo da segunda grande guerra, os quais, quando
convocados, decepavam um dedo das mãos, neste caso, o
indicador, que puxava o gatilho, e, assim, escapavam de
ir à luta.
Enfim, tentem imaginar meter o dedinho mindinho da mão
esquerda, numa máquina cortadeira ou prensadeira, recolhendo
cuidadosamente os outros quatro (vamos!, tentem!, vejam como é
difícil!,) para que estes saiam, do corte ou da prensa,
imaculados!
Tem gente que acredita. Eu, não! Principalmente, observando o
ângulo reto do corte de precisão cirúrgica do dedo lulalariano.
O "Mentira" não foi apelidado à tôa. De qualquer forma,
ganhou uma boa aposentadoria e, há muito tempo, também, não
sabe o que é "ir à luta".
Dedicou-se (ato falho), então, a ser sindicalista, uma
"profissão" que, todos sabemos, dá um dinheirinho fácil
(não há prestação de contas da grana).
Daí, partiu para ser político (dá um dinheirão, fácil).
E, de mentira, em mentira, o "Mentira" virou presidente.
Agora, quer ser Deus.
Esquece que, para tal, lhe falta um dedo.
Um pouco de poesia do meu livro "NADA MAIS NOVO:
TRÊS ELEFANTES EM COPACABANA
RIO DA PAISAGEM.
A PAISAGEM RI DE MIM
E DE TRÊS ELEFANTES
QUE BALANÇAM NO AR.
NO
BAR, UM HOMEM ESBRAVEJA:
- MARECHAL! TRAZ UM BLINDADO
PARA
TIRAR TRÊS ELEFANTES
DO MEU COPO DE CERVEJA!
UMA BRIGADA DE INFANTARIA
DO EXÉRCITO INGLÊS NA ÍNDIA
SAI DOUTRO COPO
E
DEGOLA TODOS OS BÊBADOS AZUIS.
AO FINDAR O MASSACRE,
TRÊS ELEFANTES PASSEIAM,
ETERNOS,
PELA PRAIA DE COPACABANA,
COM SUAS ORELHAS DE ABANO,
ABANANDO
O MAR.
AGORA, POR FALAR EM ELEFANTES, VAI AÍ UMA PIADA:
ABSORVENTE.
DUAS ALIÁS (ELEFANTAS, PARA QUEM NÃO SABE) CURTEM O SOL
NUMA PRAIA, QUANDO UMA DELAS CONVIDA:
- VAMOS CAIR NA ÁGUA!
- NÃO POSSO <DIZ A OUTRA> ESTOU MENSTRUADA!
- AH! LIGA NÃO, QUERIDA, É SÓ TAPAR COM UMA OVELHA!
E, POR ÚLTIMO, HOJE, CULINÁRIA: COMO PREPARAR MUÇUÃ (pequeno
quelônio que só existe no Pará, na ilha do Marajó):
O muçuã, deve ser comprado vivo, geralmente, no
mínimo, uma dúzia. Primeiro, porque é pequeno (cerca de vinte
centímetros), segundo, porque é gostoso demais (como eu, já disse,
em meu primeiro artigo, é o quelônio mais gostoso do
mundo), quem tem experiência sabe.
Sua venda é proibida pelo IBAMA, mas, indo lá pelo
Ver-o-Peso, (principal ponto turístico com mercado e feira
livre de Belém do Pará), no início do verão, com jeito,
acaba-se conseguindo).
Para matá-los, coloca-se uma panela bem grande, em que caiba
toda a cambada, com água e sal, para ferver. O fogo deve ser
o mais forte possível. Quando estiver na fervura máxima, pega-se os
bichos e, destampando parcialmente a panela, começa-se a
jogá-los, de cabeça, um por um, retampando-se a panela, a cada
arremesso, para que o calor não se perca e eles morram de súbito,
com o choque térmico. Caso contrário, se o calor não for suficiente
e-ou se os lançarmos de bunda, eles não morrem
imediatamente, e, aí, cagam na panela antes de morrer e
estragam a carne deles e de todos os outros companheiros
de panela , como, aliás, qualquer de nós faria, de
desespero e de sacanagem.
Depois, temos de acompanhar a fervura, ou seja, ficar por perto,
até que eles começem a estourar. As carapaças começam a
estourar. Não se despedaçam, apenas ouve-se uns estouros
abafados. Quando para de estourar, pode-se apagar o fogo em tirar
os quelônios da água.
Aí, é que começa, realmente, o trabalho.
Vira-se os bichos com o ventre para cima, onde ele tem a
carapaça mais mole e, com as mãos, vai-se arrancando a
carapaça fina do ventre.
Cata-se a carne do bicho com as mãos. Aproveita-se,
praticamente, toda a carne que se puder catar, com exceção dos
intestinos e do fel ou bilis, principalmente este
último, que vem junto com o fígado e que dele deve ser separado,
com o máximo cuidado para que não se rompa, pois uma vez
rompido, o fel entrenha na carne e perde-se o muçuã.
Até a carne das minúsculas patinhas é aproveitada, inclusive as
cartilagens (dá um trabalhão). Tem gente que vai tirando e comendo,
assim mesmo, só no primeiro cozimento, direto do casco, com
farinha dágua e molho de pimenta de cheiro.
Uma vez retirada, a carne, parece quase desfiada. Se tiver
sorte terão algumas fêmeas ovadas e os ovinhos são divinos e
são colocados juntos com a carne.
Faz-se, então, um refogado. O refogado deve ser com pouco
tempero, para não alterar o sabor inigualável e sutil do muçuã.
Algum azeite, apenas um pouco de pimenta do reino, pouco alho,
pouca cebola, pouco tomate, uma pimenta de cheiro por
dúzia, dois limões pequenos, um pingo de vinagre, um
pouco de cheiro-verde, outro de salsa, uma folha de chicória, uma
de alfavaca, tudo cortado miudinho. Joga-se a carne
dentro, tampa-se e acompanha-se o cozimento. Ele, primeiro, além do
cheiro fabuloso, desprende água, tanto dos temperos, como da
própria carne. Deve ser feito ao contrário da primeira e mortal
fervura, em fogo bem brando. À parte, faça uma farofa de
farinha dágua com manteiga e uma pitada de sal.. É o tempo em que a
água seca. Quando estiver quase seca, ainda úmida do próprio molho,
está pronto. Acerte o sal, apague o fogo e sirva só com a farofa
(com arroz é sacrilégio), no próprio casco, depois de lavado e
escovado. É de comer babando.
É isso aí, pessoal, por hoje.